Diga-me o seu nome que te direi quem és


Imagine o período mais sublime da vida de um casal, que após um ato de amor permite à mulher gestar uma vida. São meses maravilhosos, nos quais com certeza ambos (ou a família toda, amigos) pensam, especulam – e até brigam – sobre o nome da criança. Seria ele forte como um Pedro, ou ela graciosa como Ana? Talvez iluminado como Luciano, ou amável como Amanda. Seja qual for a ideia, a vontade é pensar em algo que combine; mesmo sem saber ou entender ainda aquele ser, pensa-se em como aquele nome pode se tatuar na personalidade, ‘ter a ver’ com a futura pessoa.

Porém, quando pensamos em batizar um produto ou empresa, a coisa é um pouco diferente. “Qualquer nome ‘tá’ bom”, ou “tem que dizer logo o que é”, ou “vamos juntar as letras dos nossos nomes” – são algumas das frases comuns de escutar. Porque não pensar na marca como um filho, entendendo que o nome terá tudo a ver com a percepção de imagem do consumidor, com o futuro marketing, e até mesmo com a estratégia de mercado?

Algumas empresas, inclusive, passam pelo inconveniente de ter que mudar seu nome, por conta de impossibilidade de registro ante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, ou mesmo casos de ter seu jurídico acionado para troca imediata – ou com um prazo pré-definido. São casos como o da Abelhuda/Amorosa, Dom Giuseppe/Família Sicília – e alguns que passaram pela Libra, como Millenium/Millenial Folheados, e um escritório de contabilidade no Amapá, que alterou de Perfil para Capitale.

Para garantir um nome viável é importante que tenha disponibilidade em sua classe de registro no INPI, no qual é avaliado também similaridade e sonoridade para evitar confusões. Em alguns casos existe acordo para uso regional de marcas já consagradas, como o Chocolate Garoto – que detém registro global da marca, mas permitiu registro do Sabão Garoto no Maranhão e Refrigerantes Garoto no Pará. Uma marca que brigue de maneira encegueirada pelo seu nome sem respeitar a cultura de uma região pode inclusive gerar antipatia dos consumidores.

Por tudo isso, costumo dizer que Criação de Nome é o serviço mais difícil que trabalhamos, exatamente pela responsabilidade e expectativa envolvidos, além da resistência ao novo e dificuldades em aceitar ideias muito diferentes das previstas inicialmente. É importante que o cliente se envolva no processo e entenda que o nome pode fazer, as vezes, parte da estratégia de forma bastante efetiva, conectando sinapses com o consumidor e tornando-o envolvido e engajado com o produto.

Mais valor para a sua marca

A indústria Makarú decidiu investir mais ainda no mercado Pet e aperfeiçoar a fórmula de sua ração para cachorros MakDog, entendendo que a maior preocupação das pessoas com saúde e bem estar também se reflete nos bichinhos: o dono quer uma ração saudável e nutritiva para os cães. Percebendo o posicionamento do novo produto, iniciamos processos de criação envolvendo os diretores da fábrica e a equipe de consultoria do projeto, para que percebessem em quê consistia cada possível caminho de nome, e a estratégia decorrente dele. Por fim, optamos por Benfaz – que comunica de maneira direta seus benefícios, utilizando logotipo e embalagem para confirmar seu propósito, amplificando os efeitos criados pelo nome – tornando marca e produto vistosos e atraentes.

Para saber mais deste projeto, acesse: http://www.libradesign.com.br/project/benfaz/

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